Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Isso existe?

Vendo as coisas pelo prisma realista, fui eu que arruinei (completamente) todos os meus relacionamentos. Uns porque percebia que queria estar sozinha, outros porque os começava quando percebia que não queria estar sozinha, outros pelo perfeccionismo apurado a cem graus, e, principalmente, porque nunca soube muito bem o que queria.  A única vez que me lembro de saber que O queria mais que tudo, a distância, a todos os níveis, fez o resto.

Agora, eles, que me conheceram (uns mais do que outros), aprenderam bem a lição de que comigo não se "brinca" porque eu faço doer a sério! Deixo-os entrar pela minha vida, dou-lhes as palavras e os gestos mais bonitos e depois, num momento ou outro sinto e sei que não estou satisfeita. Aí, faço "trinta por uma linha", grito, esperneio, exijo o impossível e invento/crio meia dúzia de planos pessoais que os façam ir embora ou no mínimo que me levem dali para fora. Foi assim que, nas férias escolares ia parar ao Porto a casa da madrinha, foi assim que fui entrar na faculdade em Faro, foi mais ou menos assim que vim aqui parar e é assim e por isto que vou estudar para Londres. Não, não é o medo de assumir o compromisso, isso eu até tenho feito deveras bem. É o medo de o manter ou pior pior, do perder quando já não acho o meu coração no peito. Know what i mean?

 

No fundo, há duas coisas que nenhum deles percebeu ou suportou (quando lhe soube explicar): uma é que os meus planos e sonhos profissionais vêm primeiro que TUDO! A segunda é que sou apenas uma miúda frágil, pequenina, à espera de um colo que esteja sempre lá. Sempre. Não só quando todos me admiram, ou desprezam ou quando os outros simplesmente têm pena de mim. Sempre. Mesmo quando estou apenas com raiva do mundo e me apetece arrancar a cabeça da primeira pessoa que me aparecer à frente. Sempre. Até quando estou tão feliz que não páro de sorrir. Sempre. Mesmo quando só quero chorar porque me apetece. Sempre. Mesmo quando faço birras sozinha, comigo mesma. Sempre. Mesmo quando não sei quem sou nem faço a mínima ideia do que ando aqui a fazer aos trambolhões. Sempre.

 

 

 

Isso existe?

sinto-me: assim
música: sonnet-the verve
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publicado por cindfuckinrella às 17:17
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